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Fotos

M. Paracatu - Av. Olegário Maciel (MG) - s.d
Av. Três de outubro - M. Paracatu (MG) - s.d
Av. Três de outubro - M. Paracatu (MG) - s.d

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Sítio próximo à cidade de Paracatu (MG) - s.d
Sítio próximo à cidade de Paracatu, vendo-se ao fundo as cristas algonquianas (MG) - s.d
Sítio São José : fábrica : Pacatuba, CE - 1976

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História

O interior do Brasil foi esquadrinhado pelos, pelos pecuaristas e pelos aventureiros durante todo o período colonial. Em 1744 os bandeirantes Felisberto Caldeira Brant e José Rodrigues Frois comunicaram à coroa o descobrimento das minas do vale do Paracatu. Existem indícios de que o arraial já havia sido fundado muitos anos antes, pois a essa época já se tem conhecimento da existência de casas de morada e igrejas no local. Após essa descoberta, não surgiu no cenário das Gerais nenhuma nova região aurífera de importância. Portanto, “a última grande descoberta aurífera das Minas Gerais ocorreu no Vale do Rio Paracatu no início do século XVIII”.
A conquista da região vinha sendo estruturada há muitos anos. Em 1722, quando Tomás do Lago Medeiros recebeu a patente de Coronel de Paracatu, o direito de guardamoria e o privilégio de distribuição das datas de terras desta região, o ouro não havia sido descoberto, mas a região já era conhecida e havia a expectativa da descoberta de metais preciosos por ali. Em documento datado de 1722, era exigido dele como contrapartida pelos privilégios recebidos, zelar pela boa composição do povoamento a ser estabelecido nestas paragens: “terá grandíssimo cuidado de que na gente com que entrar na dita conquista haja toda quietação e sossego, para o que aproveitara muito não levar em sua companhia criminosos, nem malfeitores antes pessoas que vão só a ela, não por fugirem à justiça, mas por buscar a conveniência nos descobrimentos”.
Os cuidados que as prováveis regiões mineradoras mereciam das cortes portuguesas indicam a importância dessa atividade para a economia da época.
Descoberto o ouro, a atração exercida pela abundância com que este fluía de seus veios d’água contribuiu para o rápido crescimento do Arraial de São Luiz e Sant’Anna das Minas do Paracatu. Após período de grande crescimento, o arraial foi elevado à vila com o nome de Paracatu do Príncipe, em 1798, por um alvará de D. Maria (a louca).
A efêmera riqueza logo se dissipou e o declínio produtivo do ouro aluvial provocou a decadência econômica da vila. Dos tempos de glória, a cidade conservou duas igrejas construídas no século XVIII – tombadas pelo patrimônio histórico – que abrigam uma grande coleção de imagens sacras dos séculos XVIII e XIX.
A cidade retomou seu crescimento com base na agropecuária e viveu uma efervescência cultural no século XIX, da qual ainda hoje se orgulha. Desta época ainda existe um conjunto arquitetônico com características particulares e um interesse por todos os tipos de manifestações artísticas e culturais.
Em meados do século XX, com a construção de Brasília, a região tomou novo impulso e Paracatu beneficiou-se da sua situação às margens da BR 040. A transferência da capital federal para o interior do país já havia sido sugerida durante o período monárquico por José Bonifácio de Andrada, que apontou como ideal a localização da comarca de Paracatu. A modernidade chegou trazendo inúmeras transformações, que vão desde um incremento da economia até uma mudança de mentalidade que inclui novos valores, nova arquitetura e novo estilo de vida.
Paracatu conta hoje com uma agricultura altamente tecnificada, implantada em larga escala; com uma pecuária intensiva; uma exploração mineral das mais modernas do mundo; convivendo com uma exploração agrícola rudimentar de subsistência e uma pecuária extensiva. No campo da mineração, o antigo método do garimpo foi interditado.
A cidade se mantém como pólo irradiador de cultura, de tecnologia e de desenvolvimento dentro da região Noroeste de Minas Gerais e se orgulha de sua gente hospitaleira, laboriosa e da sua tradição artística e cultural.

Formação Administrativa

Distrito criado com denominação de Paracatu do Príncipe por Alvará de 26-10-1798, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Paracatu do Príncipe por Alvará de 20-10-1798, sendo desmembrado de vila de Sabará. Sede na antiga vila de Paracatu do Príncipe. Instalada em 18-12-1799.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Paracatu pela Lei Provincial n.º 163, de 09-03-1840.
Pela Resolução de 31-05-1815 e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Buritis e anexado ao município de Paracatu.
Pela Lei Provincial n.º 239, de 30-11-1842, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Guarda-Mor e anexado ao município de Paracatu.
Pela Lei Provincial n.º 1.627, de 06-11-1869, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Lajes e anexado ao município de Paracatu.
Pela Lei Provincial n.º 1.993, de 13-11-1873, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Rio Preto e anexado ao município de Paracatu.
Pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, foram criados o distritos de Formoso e Morrinhos e anexados ao município de Paracatu.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município é constituído de 7 distritos: Paracatu, Buritis, Formoso, Guarda Mor, Lajes, Morrinhos e Rio Preto. Assim permanecendo nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1-IX-1920.
A Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, desmembra do município de Paracatu os distritos de Buritis, Formoso e Arinos para constituírem o novo município de São Romão. Pela mesma Lei Estadual é criado o distrito de Garapuava e anexado ao município de Paracatu. O distrito de Rio Preto tomou o nome de Unaí.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município é constituído de 5 distritos: Paracatu, Guarapuava, Guarda-Mor, Lajes e Unaí.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, é criado o distrito de Vazantes com terras desmembradas do distrito de Guarda-Mor e anexado ao município de Paracatu.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943, o município é constituído de 6 distritos: Paracatu, Garapuava, Guarda-Mor, Lajes, Unaí e Vazante.
O Decreto-lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, desmembra do município de Paracatu os distritos de Unaí, Fróis e Garapuava, para constituírem o novo município de Unaí.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o município é constituído de 3 distritos: Paracatu, Guarda-Mor e Vazante.
Pela Lei n.º 336, de 27-12-1948, o distrito de Vazante teve sua grafia alterada para Vasante.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o município é constituído de 3 distritos: Paracatu, Guarda-Mor e Vasante.
A Lei n.º 1.039, de 12-12-1953, desmembra do município de Paracatu os distritos de Vasante e Guarda Mor, para constituírem o novo município de Vazante.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.

Fonte

Paracatu (MG). Prefeitura. 2015. Disponível em: http://paracatu.mg.gov.br/plano-de-saneamento/noticias/secretaria-de-ind-com-e-turismo/turismo/historia/. Acesso em: ago. 2015.
Departamento de Comunicação Social - Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo
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