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História

HISTÓRICO

Toda a região do Leste mineiro e até grande parte da Zona da Mata foram colonizadas em meio a lutas violentas com os índios. Densamente povoadas por aguerridas tríbos de Coroados, Coropós, Pombos, Puris, Botocudos, Krenaques, Aimorés e outras etnias, os índios ofereceram tenaz resistência à entrada das expedições colonizadoras, mormente depois que as atrocidades de muitos desbravadores revoltaram os gentios, que passaram a incendiar fazendas e destruir povoados, conflagrando todos aqueles setões, obrigando o Governador da Capitania, Dom Luís Diogo Lobo da Silva, a intervir. Isto se deu a partir da segunda metade do século XVIII, quando alcançaram repercussão, até junto à Coroa, as crueldades praticadas principalmente pelas expedições dos capitães Luís Borges e Inácio de Andrade.
Além de designar para patrulhar a região o Coronel Guido Tomás Marlière, Diretor dos Índios e Comandante Militar do Rio Doce, e seu Regimento de Dragões, a fim de coibir os desmandos das expedições colonizadoras atraídas pela cata da poaia (ipecacuanha, erva medicinal) e o garimpo dos rios, conseguiu o Governador, junto ao Bispado de mariana, a designação do padre Manoel de Jesus Maria para pacificar as tribos amotinadas. Sacerdote de origem humilde - era filho de escrava - desenvolveu uma vasta ação pacificadora e passou à história como o Apóstolo dos Índios. Juntamente com o coronel Guido Tomás Marlière - de origem francesa, mas apaixonado pela nova terra - e o capitão Constantino José Pinto e outros abnegados, conseguiu que praticamente cessasse a resistência dos nativos, possibilitando que as numerosas expedições enxameassem naqueles sertões, instalando fazendas e criando povoados que hoje são as importantes cidades do Leste mineiro e da Zona da Mata. Também a enérgica atuação do coronel Marlière e seus Dragões, impedindo a violência das expedições contra os índios, teve o reconhecimento histórico no monumento erguido no entroncamento das estradas para Cataguases, Ubá, Pomba e Rio Branco. Na face voltada para Cataguases está gravado: 'Na colina em frente está o cemitério dos índios onde está sepultado o grande patriota'. Na face voltada para Ubá: 'Neste sítio, fazenda de Guidoval, existia a casa de sua moradia'. Na outra, voltada para Rio Branco: 'Falecido em 1836. Transladadas para esta urna, aqui estão guardadas suas cinzas'. E a última face: ' À memória de Guido Tomás Marlière, o desbravador das selvas e civilizador dos índios, abrindo estradas e semeando núcleos de população, as Câmaras Municipais de Ubá, Cataguases, Rio Branco e Pomba fizeram eregir este monumento, símbolo de gratidão ao pioneiro do progresso de Minas'.
Guardadas as especificidades, foi pela ação do capitão Constantino José Pinto, do padre Manoel de Jesus Maria e do coronel Guido Tomáz Marlière, que teve início a colonização das importantes cidades de Muriaé, Ubá, Rio Branco, Pomba, Cataguases, Manhuaçú, Manhumirim, Carangola, Caratinga, Ponte Nova, Raul Soares e tantas outras do Leste mineiro e da Zona da Mata.
A atual Vermelho Novo, por exemplo, emancipada de Raul Soares, lei nº 12.030, de 22 de dezembro de 1995, já era distrito de Manhuaçú em 5 de novembro de 1827, lei nº 2.407. Incorporado ao município de Caratinga em 12 de maio de 1890, decreto-lei nº 63, passou ao município de Matipó, posteriormente ao município de Raul Soares, em 7 de seembro de 1923, lei nº 843, conservando o topônimo Vermelho Novo, ao emancipar-se em 21 de dezembro de 1995, lei nº 12.030.
A origem do nome da cidade está ligada ao rio vermelho.
Tem como características a extensão territorial de 114 km2, a posição geográfica determinada pela latitude -20º 02' 10' S e a longitude -42º 16' 01' W Gr. e a altitude da sede municipal de 640 metros.

Fonte

PREFEITURA MUNICIPAL DE VERMELHO NOVO IBGE - FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA
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