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Piranha em Sousa (PB) - ago. 1952
Pescador com uma piranha em Sousa (PB) - ago. 1952
Pescador com uma piranha em Sousa (PB) - ago. 1952

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História

O desbravamento dos sertões XVI e XVII foi gradativo exigindo dos exploradores sertanistas empreenderem um grande esforço para dominar terras menos conhecidas e mais distantes do litoral. Um deles, o sertanista sargento Mor Antonio José da Cunha em 1961, descobriu um riacho denominado “Peixe” habitado pela nação indígena Icó Pequeno. Em 1708, José da Cunha pleiteou uma sesmaria sendo atendido pelo então Governador João da Maia da Gama para, posteriormente, outros sertanistas ali se instalarem com suas fazendas. Coube ao franciscano Frei João de Matos Serra, nos idos dos anos de 1700, aldear os índios sobreviventes dando os primeiros para a organização da futura Vila.
Em 1723, chegaram os sacerdotes Francisco e Teodósio de Oliveira Ledo passaram o território para a Casa da Torre da Bahia, se tornaram senhores dos vales constituídos pelos rios do Peixe e Piranhas. O processo de habitação aconteceu vagarosamente com os moradores das ribeiras dos rios do peixe e Piranhas e dos paulistas que iam chegando para situarem suas fazendas com rebanhos e agricultura. Já nessa época, o lugarejo contava com uma população de 780 habitantes.
A fertilidade atraiu moradores interessados no cultivo das terras. Nesta região, Bento Freire de Sousa e José Gomes de Sá também situaram as suas fazendas. Assim, o povoado desenvolvia-se e, em 1730, contava com 1.468 habitantes, segundo informações do Cabido de Olinda. Esse crescimento chamou atenção de Bento Freire que, residindo na Fazenda Jardim, tomou a iniciativa de organizar um povoado. Bento Freire pleiteou uma concessão, deslocando-se à Bahia a fim de obter da Casa da Torre a doação da sesmaria cujas terras seriam patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios. Conquistado pleito, coube a Bento Freire erguer, entre 1730 e 1732, a primeira capela em louvor a Nossa Senhora dos Remédios – atual Igreja do Rosário dos Pretos. Bento Freire tornara-se o primeiro administrador do patrimônio da “Freguesia de Nossa Senhora dos Remédios do Jardim do Rio do Peixe” elevando-o a povoado.
As terras do antigo Jardim do Rio do Peixe pertenciam ao coronel Francisco Dias D’Ávila e sua mãe D. Inácia D’ Araújo Pereira, família fidalga da Casa da Torre da Bahia, que as doaram ao patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios em 1740, por solicitação de Bento Freire. Porém, o processo estendeu-se até 1756 com muitas idas e vindas de Bento Freire à Bahia quando, finalmente em 1760, obteve a sentença que legalizou, em definitivo, a constituição do patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios. Bento Freire administrou o Patrimônio até 1765, coroando com sucesso um esforço de quase meio século de luta para erguer o que viria a ser o município de Sousa.
O povoado do Jardim do Rio do Peixe, nome primeiro do habitat, foi elevado à categoria em 1766. Mesmo ostentando a condição de distrito, permaneceu o povoado com seu nome primitivo. Em1784, a Matriz de Nossa Senhora dos Remédios foi desmembrada da Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pombal.
No dia 04 de junho de 1800 o Ouvidor Geral José da Silva Coutinho instala, oficialmente, a Vila Nova de Sousa através de Resolução do então Governador de Pernambuco, datada de 26 de março de 1800, após pleito da comunidade através de requerimento encabeçado por Patrício José de Almeida, Matias de Figueiredo Rocha e padre Manoel Vieira da Silva. Um dia antes, o Capitão Alexandre Pereira de Sousa fez uma doação de terras para o patrimônio do crescente povoado. Foi através da Lei Provincial de n° 28, de 10 de julho de 1854, que a Vila de Sousa foi elevada à categoria de cidade passando, na oportunidade, a denominar-se Sousa, conhecida hoje por “cidade sorriso”.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Souza por Alvará de 02-03-1784.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Souza pela Carta Régia de 02-01-1962. Instalado em 14-06-1800.
Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Souza pela Lei Provincial n.º 28, de 28-06-1854.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937 o município aparece constituído de 2 distritos: Souza e São José da Lagoa Tapada.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.164, de 15-11-1938, o distrito de São José da Lagoa Tapada passou a denominar-se Oiticica.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943, o município é constituído de 2 distritos: Souza e Oiticica.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 520, de 31-12-1943, o distrito de Oticica passou a denominar-se Oiticicatuba. Sob o mesmo Decreto é criado o distrito de Nazarezinho e anexado ao município de Souza.
Pela Lei Estadual n.º 125, de 17-09-1948, o distrito de Oiticicatuba voltou a denominar-se São José da Lagoa Tapada.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o município é constituído de 3 distritos: Souza, Nazarezinho e São José da Lagoa Tapada.
Pela Lei Estadual n.º 318, de 07-01-1949, é criado o distrito de Santa Cruz e anexado ao município de Souza.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o município é constituído de 4 distritos: Souza, Nazarezinho, Santa Cruz e São José da Lagoa Tapada.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955, sendo que o município aparece grafado Souza.
A Lei Estadual n.º 2.149, de 28-07-1959, desmembra do município de Sousa o distrito de São José da Lagoa Tapada, elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960 o município é constituído de 3 distritos: Sousa, Nazarezinho e Santa Cruz.
A Lei Estadual n.º 2.659, de 22-12-1961, desmembra do município de Sousa o distrito de Nazarezinho, elevado à categoria de município.
Pela Lei Estadual n.º 2.759, de 08-01-1962, é criado o distrito de Aparecida e anexado ao município de Sousa.
Pela Lei Estadual n.º 2.761, de 08-01-1962, é criado o distrito de Vieirópolis e anexado ao município de Sousa.
Pela Lei Estadual n.º 2.763, de 08-01-1962, é criado o distrito de São Francisco e anexado ao município de Sousa.
Pela Lei Estadual n.º 2.777, de 18-01-1962, é criado o distrito de Marizópolis e anexado ao município de Sousa.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963 o município é constituído de 5 distritos: Souza, Aparecida, Marizópolis, São Francisco e Vieirópolis. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17-I-1991.
A Lei Estadual n.º 5.896, de 29-04-1994, desmembra do município de Sousa o distrito de Aparecida, elevado à categoria de município.
A Lei Estadual n.º 5.904, de 29-04-1994, desmembra do município de Sousa o distrito de Vieirópolis. Elevado à categoria de município.
A Lei Estadual n.º 5.907, de 29-04-1994, desmembra do município de Sousa o distrito de São Francisco, elevado à categoria de município.
A Lei Estadual n.º 5.915, de 29-04-1994, desmembra do município de Sousa o distrito de Marizópolis, elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 2003 o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.

Fonte

Sousa (PB). Prefeitura. 2015. Disponível em: http://www.sousa.pb.gov.br/2013/index.php/cidade.html. Acesso em: ago. 2015.
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