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Esfinges : Vila Velha (PR) - 1955
Aspecto de Vila Velha (PR) - 1955
Aspecto de Vila Velha (PR) - 1955
Aspecto de Vila Velha (PR) - 1955
Urso : Vila Velha (PR) - 1955
Aspecto de Vila Velha (PR) - 1955

História

Conta-nos a tradição, que os fazendeiros se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção a Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próxima a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.
Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu.
Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas.
Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a serem chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa.
As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.
Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.
Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.
Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.
Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa.     Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
O nome Ponta Grossa é de origem geográfica, constituindo-se em referência a uma colina de grande diâmetro coberta por um capão de mato. Essa colina podia ser vista de longa distância por todos aqueles que viajavam pela região. Existem relatos de que os tropeiros quando estavam chegando aos arredores, referiam-se ao lugar, afirmando: “Estamos próximos ao Capão da Ponta Grossa”.
Porém, existem outras histórias. O escritor Manoel Cirillo Ferreira escreve que, Miguel da Rocha Carvalhaes, proprietário de terras na região, teria mandado seu capataz de nome Francisco Mulato, escolher um local para ser a sede da sua fazenda. O empregado então, percorreu a região escolhendo um lugar com terras boas para o cultivo e ao retornar, perguntado onde seria o local, afirmou: “É encostado naquele capão que tem a ponta grossa”.
Outro escritor chamado Nestor Victor relata que, “Miguel da Rocha Carvalhaes doou as terras necessárias para a origem do povoado. O local passou a ser assim chamado, devido a um capão próximo aos seus terrenos que formava uma ponta grossa”.
Essas são histórias que fazem parte de nossa tradição, mas não se pode esquecer, que o nome de nossa cidade decorre de uma colina com características próprias da vegetação local.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Ponta Grossa, por Alvará de 15-09-1823, subordinado a vila de Castro.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Ponta Grossa, pela Lei Provincial n.º 34, de 07-04-1855, desmembrado de Castro. Sede na antiga povoação de Nossa Senhora de Santana. Constituído do distrito sede. Instalado em 06-12-1855.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Ponta Grossa, pela Lei Provincial n.º 82, de 24-03-1862.
Pela Lei Provincial n.º 281, de 15-04-1871, o município de Ponta Grossa tomou a denominação de Pitangui.
Pela Lei Provincial n.º 309, de 15-04-1872, foi restabelecido o nome de Ponta Grossa.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município de Ponta Grossa (ex-Pitangui) é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.
Pelo Decreto n.º 2.439, de 05-12-1931, o município de Ponta Grossa adquiriu o território do extinto município de Conchas, como simples distrito.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Ponta Grossa e Conchas.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 3 distritos: Ponta Grossa, Conchas e Itaiacoca.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 6.667, de 31-03-1938, o distrito de Itaiacoca tomou o nome de Cerrado.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 7.573, de 20-10-1938, o de Cerrado voltou a chamar-se Itaiacoca.
Em divisão territorial de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Ponta Grossa, Conchas e Itaiacoca (ex-Cerrado).
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 199, de 30-12-1943, o distrito Conchas passou a denominar-se Uvaia. Cerrado voltou a chamar-se Itaiacoca.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Ponta Grossa, Itaiacoca e Uvaia (ex-Conchas).
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955.
Pela Lei Estadual n.º 3.315, de 11-09-1957, Ponta Grossa adquiriu do município de Palmeira o distrito de Guaragi (ex-Entre Rios).
Pela Lei Estadual n.º 4.556, de 13-03-1962, é criado o distrito de Piriquitos e anexado ao município de Ponta Grossa.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 5 distritos: Ponta Grossa, Guaragi, Itaiacoca, Piriquitos e Uvaia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1999.
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 4 distritos: Ponta Grossa, Guaragi, Itaiacoca e Uvaia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte

Ponta Grossa (PR). Prefeitura. 2014. Disponível em: http://www.pontagrossa.pr.gov.br. Acesso em: jan. 2014.
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