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História

O nome advém de um passado imaginado, cujo próprio significado (Caibaté = mato alto com muitas frutas), guarda no imaginário coletivo e popular dos caibateenses eventos imemoráveis, que se reportam o tempo dos padres jesuítas, pois está na boca da população a crendice de que a localidade é um mato alto onde prosperam muitas frutas como laranjas, mangas, uvas, melancias, devido a agricultura familiar do local. Mas quem são os guardiões do local? As pessoas que lá vivem dizem que são os santos mártires – Roque, Afonso e Juan – os quais protegem a localidade contra os fenômenos da natureza, entre eles raios, chuvas fortes e ventanias violentas, bem como, colheitas exitosas, ou seja, a terra teria a proteção dos santos mártires, portanto, abençoada pelos mesmos. Mas o interessante é que quem guarda essa memória – a crendice – são os descendentes de imigrantes que por lá se estabeleceram a partir de 1920.
Caibaté é um município situado na região das Missões do Rio Grande do Sul – Brasil possui atualmente 4.954 mil habitantes. Suas dimensões geográficas contemplam o Santuário do Caaró, distante cerca de 12 km do centro da cidade, é neste local que se celebra a memória do martírio de três padres jesuítas, assassinados num episódio de revolta indígena frente à evangelização cristã, em 1628. Roque Gonzalez de Santa Cruz, Afonso Rodrigues e Juan de
Castillo. Os mesmos foram beatificados pela Igreja Católica no final do século XX.
As referências de Caibaté se misturam às da romaria, que ocorre desde 1933, movimento de devotos em peregrinação religiosa ao santuário do Caaró, quer seja para pagar promessas, agradecer ou pedir bênçãos. Esse movimento popular revela a devoção do povo católico e a sua veneração aos três santos “mártires”.
Caibaté foi povoada de forma significativa somente a partir da década de 1920, batizada e denominada pelos imigrantes de Colônia Rondinha, que pertencia ao município de São Luiz Gonzaga.3 O incentivo à imigração na região ocorreu devido ao baixo valor da terra, que garantiu as primeiras formas de organização da economia familiar e a intensa mobilidade proveniente de outras colônias, tanto das denominadas velhas colônias, estabelecidas no decorrer do século XIX, quanto às recém-criadas.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Santa Lucia pelo Ato Municipal nº 128, de 31/12/1926, subordinado ao município de São Luiz Gonzaga.
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 720, de 29/12/1944, o distrito de Santa Lucia passa a de­nominar-se Caibaté.
Desmembrado de São Luiz Gonzaga, Caibaté é elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.025, de 17/09/1965. O município é instalado em 07/05/1966, constituído do distrito-sede.
Pelo Decreto-Lei Federal nº 13, de 26/05/1966, é criado o distrito de Mato Queimado e anexado ao município de Caibaté.
Em divisão territorial datada de 1º/01/1979, o município é constituído de dois distritos: Caibaté e Mato Queimado.
Pela Lei Estadual nº 9.607, de 20/03/1996, o distrito de Mato Queimado é desmembra­do de Caibaté e elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito-sede.
Assim permanece em divisão territorial datada de 2020.

Fonte

WESZ, Mauro Marx. Caibaté- RS: Imigração e Missioneirismo. Oficina do Historiador, Porto Alegre, EDIPUCRS, Suplemento especial – IEPHIS/PUCRS, p.737-754, 27 a 29.05.2014.
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