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Panorâmica das coxilhas, vendo-se no topo eucaliptal : Tapes (RS) - 1959
Panorâmica das coxilhas, vendo-se no topo eucaliptal : Tapes (RS) - 1959
Panorâmica das coxilhas, vendo-se no topo eucaliptal : Tapes (RS) - 1959

História

TAPES RIO GRANDE DO SUL Monografia - nº 168 Ano: 1958
ASPECTOS HISTÓRICOS A FIRMAM alguns historiadores, embora não precisando datas, que por volta do ano de 1808, já existia em Dores de Camaquã (primitivo topônimo do atual Município de Tapes), pequeno núcleo populacional, constituído de gente oriunda de Rio Pardo e outras paróquias vizinhas.
As mais antigas referências, porém, que fixam nomes e datas, são as do ano de 1817, quando D João VI doou a sesmaria de Nossa Senhora do Carmo a Manuel José Alencastro. Por essa época, já não habitavam mais a região seus primitivos ocupantes, grupo fragmentado de silvícolas pertencentes a família dos Tapes.
Após a morte de Alencastro, seus sucessores venderam a sesmaria ao guarda-mor José de Oliveira Guimarães, o qual por sua vez a transmitiu ao major de milícias Patrício Vieira Rodrigues.
Em 1831, o território pertencia ao Município de Triunfo. Com a vinda de novos povoadores, Patrício Vieira Rodrigues, que gozava de prestigio junto a corte do imperador D. Pedro I, obteve a mercê do Decreto Provincial de 29 de agosto de 1833, criando a Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Camaquã.
À margem da lagoa dos Patos, este colonizado instalara, em 1832, uma charqueada para exploração da indústria saladeiril. Dispunha, então, de embarcações próprias, com as quais fazia o escoamento da produção para os portos de Pelotas e Rio Grande.
A cidade teve sua origem nas cercanias desse estabelecimento, em torno do qual se foram erguendo as choupanas e ranchos de palha de butiá, moradia dos escravos e auxiliares da charqueada.
Com a Revolução Farroupilha, Vieira Rodrigues exilou-se na Republica Oriental do Uruguai de onde regressou em 1840, retomando suas atividades na região e procurando reconstruir seu estabelecimento.
Formação Administrativa
A 15 de abril de 1846, a paróquia e anexada ao Município de Porto Alegre, tornando-se autônoma a 16 de novembro (ou dezembro) de 1857 através da Lei provincial n.° 402, quando foi elevada à categoria de vila e sede de município.
Depois da morte de Vieira Rodrigues. que muito lutara pela emancipação da região, voltou Dores de Camaquã a ser anexada a Porto Alegre (em 1860, aproximadamente).
O progresso do Município, porém, leva o governo a elevá-lo novamente à categoria municipal (Lei de 9 de agosto de 1875 ou de 19 de abril do mesmo ano, segundo outra forte): em 1911, entretanto, é outra vez anexado como distrito ao Município de Porto Alegre; em 1913 o Decreto n.° 1 993, de 25 de junho, restaurou o Município, com sede na vila de Dores de Camaquã.
A revolução assisista, dirigida contra o presidente do Estado, Borges de Medeiros, leva a 15 de abril de 1923 o chefe revolucionário José Antônio Neto a ocupar a vila, que a 25 de maio do mesmo ano é tomada pelo coronel João Nunes de Campos.
Cessada a luta, volta-se a população para a campanha da transferência da sede municipal para Tapes, culminando com a votação e aprovação da mesma pelo Conselho Municipal a 9 de maio de 1928 (o Decreto-estadual de 6 de Janeiro de 1929 confirma essa mudança).
Em 1950, data em que se realizou o VI Recenseamento Geral do Brasil, o Município era constituído dos distritos de Tapes, Cerro Grande e Vasconcelos.
Em 1.° de janeiro de 1958, a situação administrativa permanece inalterada.

Fonte

IBGE
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